páginas batidas


Instrutores de direção , um jeito viajante de ver a vida deles

Hoje eu queria escrever uma coisinha que eu andei pensando. Mas é apenas uma verbalização da idéia. Pode melhorar muito e até parecer interessante um dia, talvez, quem sabe...  Com essa minha mania de que posso ser escritora, se bobear ainda escrevo um livro ou um roteiro de filme com essa idéia...

Olha que interessante que é a vida de um instrutor de direção. Pode-se dizer que eles são verdadeiros psicólogos, ou no mínimo, observadores (em potencial, claro, não são todos que se dispõe à essa tarefa )do ser humano em sua mais ampla concepção.

Exagero? Pode ser... Mas pense. Começando pelo espaço físico: você chega, senta, e fica com alguém  ao seu lado por cerca de uma hora. É uma pessoa que você convive por um mês ou mais ( dependendo da habilidade do candidato a motorista ) no mínimo cinquenta minutos por dia. Tirando o tempo que ele ( ou ela ) gastará para te ensinar e dar as ordens de fazer baliza, convergir à direita, convergir à esquerda e bla bla bla, restam muitos minutos. Muitos minutos mesmo, que geralmente só podem ser aproveitados com conversa... Caso contrário haverá aquele silêncio, constrangedor para alguns, cômodo para outros ou, como no meu caso, convidativo para uma bom papo.

 E evolui da seguinte maneira: no primeiro dia é como se fosse uma conversa de salão de beleza, assuntos mais gerais, entre pessoas que estão se encontrando naquela hora, sabendo que não irão se ver de novo para continuar ou aprofundar o assunto falado. Mas o negócio muda nos próximos dias. O instrutor você vê de novo. É ai que está a peculiaridade do instrutor de direção: os assuntos gerais começam a se esgotar, afinal, são muitos minutos para conversa na semana. Não é como o salão de beleza onde se tagarela por uma hora e pronto, tchau! Claro, repito, isso depende da pessoa que é instrutor, mas enfim, daí você começa a falar mais de sua vida, suas opiniões... E o instrutor também.

E assim vai. Uma terapia mútua. Mas para o instrutor essa terapia é contínua. Ele sempre terá com quem falar. Bom pra ele!

No fim das contas, não é que você vai ter botado pra fora todas as suas angústias, ou se curado de um trauma de infância.... Mas no mínimo, aprendido um pouco mais sobre o ser humano e quem sabe, criar uma amizade bem legal.



Escrito por Carol às 21h38
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Pessimismo pós moderno: O tempo destrói tudo

 

 

 

Há uns dois anos atrás, assisti a um filme que trabalhava com uma idéia muito boa.Não é algo inédito, e nos últimos anos, creio eu, tem adquirido mais força.É a idéia de como nossa vida depende das circunstâncias e, como conseqüência, como ela pode mudar de um segundo pro outro. O filme era “Corra Lola Corra”, história de 20 minutos , contada três vezes , e cada final era bem diferente , isso porque ou a protagonista atrasava ou adiantava ou ia para o outro lado, enfim, coisas banais.

Essa semana assisti a outro filme, “Irreversível”,  que trabalha essa idéia, porém de um jeito bem mais pesado onde podemos realmente sentir como o “tempo destrói tudo”.O enredo é bem simples, uma moça ao sair de uma festa é estuprada e seu namorado sai atrás de vingança. Porém o sentimento de impotência perante os fatos e a vida é cruelmente transmitido ao espectador. Primeiro pelas cenas chocantes. A de um homem tendo sua cabeça literalmente amassada e uma outra cena, em uma tomada só de dez minutos, da mulher sendo estuprada. Segundo, pela edição (narrativa) .O filme é contado de trás pra frente. À medida que a história vai se desenrolando você começa  a compreender as atitudes dos personagens e se envolver com sua história... Porém já sabemos o final, e os momentos felizes ( que são muito bonitos ) tornam-se tragicamente felizes.

Depois tive a oportunidade de vivenciar o poder do tempo, já pensando sob essa ótica pessimista de que o tempo destrói tudo ... Estava caminhando com minha mãe na Av. Bandeirantes. Passamos por um ponto e fomos até mais adiante. Retornamos após uns 15 minutos a esse mesmo ponto e lá estava, um senhor enfartado, praticamente morto... Várias pessoas ao redor,  médicos que passavam por ali tentando ajudar. Desespero, o resgaste não chegava, o senhor estava sem documentos, não havia ninguém que o conhecia... Enfim chegou o regaste. Voltamos para casa pensando na família do senhor: o que eles estariam imaginando? “Velho irresponsável, sai para andar e fica fazendo hora!....Que merda, tá na hora do almoço e ele não chega.... “   E o senhor? Que fim teve aquela agonia? Aquela demonstração tão linda de humanidade, solidariedade e doação das pessoas....

Depois o acaso nos coloca em mãos uma coluna social de um jornal, com uma nota de pesar. Um português havia morrido de enfarte fulminante enquanto fazia sua caminhada matinal no domingo na Av. Bandeirantes.

 



Escrito por Carol às 12h40
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