páginas batidas


O TEXTO FOI RETIRADO DO BLOG DO BRUNO MEDINA, O INSTANTE ANTERIOR (www.instanteanterior.blogger.com.br).  ESTOU POSTANDO ELE AQUI PORQUE O ADORO. ELE FALA EXATAMENTE DE UMA COISA QUE EU JÁ HAVIA PENSADO ANTES. ALIÁS, COMO MUITOS OUTROS TEXTOS DO INST. ANTER...

 

Sobre o último post recebi o email de uma menina que é médica e me garantiu que eu "viajei" com esse negócio de alma pesar 21 gramas, que não foi nada disso que o filme quis dizer. Eu achei engraçado porque na verdade, na maioria dos casos, pouco importa a versão oficial, importa o que significa para cada um. Não existem verdades coletivas, apenas opiniões individuais, seja qual for a pauta. A emoção e o prazer são individuais e intransponíveis, o resto é gatilho, o filme, a música, o chocolate, só disparam algo que na verdade precisa existir dentro de vc. Sempre que nos perguntam sobre as interpretações, sobre as verdadeiras histórias por detrás das músicas, fugimos pela tangente. Acho que saber a verdadeira história de uma música tem um pouco a ver com aquele sentimento de deixar de acreditar em papai noel. Quando vc é criança e está sentindo que a farsa vai rodar o melhor seria recuar. Foi que nem uma vez que eu vi o Chico Buarque, ensaiando num estúdio, na sala ao lado da que nós ensaiávamos. Eu gosto tando da obra dele, já praguejei tantas vezes esse desgraçado, tamanha habilidade que ele possui com as palavras e com as emoções, que logo constatei que se eu interrompesse aquele momento mundano em que ele tomava água de côco recostado no balcão para dizer qualquer coisa , seria insignificante. Porque pra ele seria só mais um pela-saco, um entre tantos outros em quase 40 anos, e para mim seria frustrante perceber que aquele momento para ele não significaria nada além da interrupção do fluxo que vinha pelo canudo para articular um obrigado da boca pra fora. Portanto sigo ouvindo meus disquinhos do Chico feliz, achando o cara um grande mestre, gente boa e talentoso. Ah, viva o faz-de-conta! O que importa é o sentimento, a verdade é só uma mentira que deu certo. Tem uma música da Legião Urbana que diz "já não sou mais tão criança a ponto de saber tudo". É isso aí; perseguir a verdade o tempo todo significa descobrir que o mundo não é perfeito, que todo mundo tem um lado estranho e que sua alma gêmea às vezes não aparece. Não é a sujerinha da grelha que dá o gosto no churrasco? Então pra que botar tudo em pratos limpos sempre? É que nem aquela criança-mala que vai na festa, descobre o truque do mágico e conta pras outras. Eu quero mais é acreditar no mágico; que a cartola é infinita, que as pombas voam para a liberdade a cada festa de playground e que o mágico vai pra casa se tele-transportanto e não de fusca bege. Qual é o preço da ilusão? Todo mundo precisa de algo sem explicação, de um limite intransponível, de um horizonte. Até mesmo a ciência, que empurra Deus com a barriga a cada nova descoberta. No meu Rio de Janeiro quando olho para o mar e vejo ele encontrando com o céu lá no infinito eu sei que aquilo que eu estou vendo não existe, e isso me faz dormir mais tranquilo. Porque na boa, ter consciência do aquário, para o peixe, deve ser uma merda. As vezes ando por São Paulo e me angustia a falta desse ponto de escape, procuro esse conforto visual do imponderável em algum lugar, mas não tem. Não tem uma montanha que seja para haver o por detrás, tudo está ali, à mostra, na imponência construída. O horizonte começa no 22o andar e vc sabe o que fazer para conquistá-lo. Daí a fé se volta pra dentro de cada um, de seu trabalho, e não para o além do que se vê. Muita gente critíca a mercantilização da fé mas se eu pudesse comprar minha paz de espírito com 10% do meu salário te garanto que pagaria sem pestanejar. Deixa o cara acreditar que está comprando um pedaço do céu, não é isso que todo mundo deseja no fundo? A cobertura em São Paulo, o carro do ano, a festa de arromba pro casamento da filha, a foto que vira lembrança do que não volta, tudo pertence a mesma categoria: sonho, realizado ou não, mas acima de tudo sonho. É apenas uma questão de acreditar; o placebo para o doente, a alma para o pagão, a sorte para o preguiçoso, a vida para o covarde, a religião, o mágico da festa, o horizonte...

Escrito por Carol às 20h13
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Tenho muitos assuntos atrasados prá falar,mas to postando uma coisinha. Ela passou pela minha cabeça e  tá pedindo prá ficar aqui, nesse blog.

"Ellen UFMG"

Entrei para a faculdade faz 6 meses. Prá Universidade Federal de Minas Gerias. Curso: Fisioterapia. O que é muito bom, e, realmente , não é fácil. Fiquei muito feliz com essa conquista, claro.

Procurando outro dia o telefone de uma colega minha na agenda do celular, eis que vejo a denominação: "Ellen UFMG". Aí eu pensei, interessante. A Ellen tem uma vida, ela não é só UFMG, aliás uma vida inteira anterior à UFMG.

Mas ela entrou comigo no curso, eu a conheci na UFMG, então o que eu reconheço nela é, à princípio é que ela é a Ellen UFMG. Mas o interessante nessa história é que o ser UFMG é novo pra ela também, assim como é para mim. E eu nunca havia parado pra pensar que eu poderia ser a "Carol UFMG".

Dou esse exemplo, porque foi a partir dessa situação que eu comecei a pensar nessa designação que damos às pessoas. Poderia ser “Fulana da Petrobrás” também, se eu trabalhasse na Petrobras.

Daí eu tiro alguns pensamentos. Primeiro: poxa, que bom a pessoa ser primeiramente reconhecida por uma coisa pela qual lutou ( a vaga na UFMG).

Segundo, o que eu comentei acima: a designação, o reconhecimento, o olhar que damos à uma determinada pessoa.

Esse olhar é muito subjetivo, momentâneo e parcial... Volto ao exemplo da “Ellen UFMG”. Ela pode ser a “Ellen Colégio Tal”, a “Ellen Porto Seguro”, a “Ellen filha da Fulana”...

E por aí vai. Não sei se percebemos essas múltiplas facetas em nós mesmos, e se alimentamos isso. Elas são, afinal, a nossa máscara social, o nosso papel em cada situação do cotidiano, das relações da vida. Você já parou pra pensar nisso? Até esse momento que escrevo eu acho que não. Ou não pensei assim, sabendo que eu estou pensando.

Veja bem, então descubro que posso ser: Carol UFMG, Carol Flamenco, Carol da PJE, Carol do Dorotéia, Carol do Diguinho, da Carmen, irmã da Dani.... uuuhhhh!!!! E ao mesmo tempo eu sou a Carol. Umazinha só. Acreditando ser coerente ( na medida do humanamente possível) com essa Carol única.

Ta aí. Então se me verem um dia dançando feito uma louca, comendo desajeitadamente, ou de pileque, não me levam a mal! Hehe! Aquela era apenas uma Carol !  E que não deixa de ser a Carol . Ainda bem!

p.s: Peço licença a Ellen, mesmo sabedo que ela não deve ler esse texto, prá colocar seu nome no título. Foi onde tudo começou! Hehe!

 

 



Escrito por Carol às 15h54
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- Sábado, 22 de Janeiro de 2005 -

Não podia deixar de escrever alguma coisa sobre esse dia. Hoje presto a minha reles homenagem ao meu querido avô, Affonso Alves Penna. Ele se foi, do jeito que queria, na manhã de sábado.

E deixou muita saudade! Saudade das suas implicâncias com os decotes, saias curtas ,calças apertadas e barriga de fora. Os comentários à mesa: "como essa menina come!". As reparadas de que, sempre que as mulheres da casa passavam em frente ao grande espelho da sala, davam uma olhadinha prá ver se estava tudo ok. Segundo ele, era prá ver a bunda...

Não vou me esquecer das suas rabugentices, sua teimosia em relação ao remédios. Não que tomasse menos do que devia, tomava mais!

Era carinhoso, sentimental. Sofria com os problemas alheios.

Sempre fora assim e nunca mudou....

Hoje ele nos deixa, e deixa conosco muita coisa. Nos deixa sua vida, o ser pai, o ser avô, o ser homem... Isso já está registrado em nossa memória e em nosso coração. Não vô, isso você não leva. O que você nos ensinou,mesmo quando não imaginava que o estava fazendo, fica muito bem guardado, impossível de ser retirado de nossas almas e nosso jeito de ser.

Um grande beijo,  

por tudo, vô.

Escrito por Carol às 01h42
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