páginas batidas


- Beleza, no fim das contas, importa? -

MORGANA FALA...

 

“ Morgana viu-se como devia parecer a Lancelote e à estranha donzela loura: pequena, morena, com o sinal azul bárbaro tatuado na testa, a roupa elameada até os joelhos, os braços imodestamente desnudos, os pés imundos e os cabelos despenteados. Pequena e feia como a gente encantada. Morgana das Fadas. Sentiu uma raiva contra si mesma, de desprezo pelo seu corpo pequeno e moreno, seus membros seminus, a túnica elameada.”

( Livro 1 – A senhora da Magia)

 

“ (...) A frase que Gwenhwyfar dissera ao se encontrarem pela primeira vez, pequena e feia como a gente das fadas, queimava-lhe a lembrança. Se tivesse mais a dar, se fosse bonita como Gwenhwyfar...”

( Livro 2 – A Grande Rainha)

 

E eu pergunto:

A beleza, no fim das contas, importa???

 

As Brumas de Avalon me fez retomar essa velha questão, já levantada e discutida ( e como....) por milhares de homens, mulheres, mocinhas e rapazes.

Na história do Rei Arthur, Morgana, sua irmã, é apaixonada por um de seus companheiros, Lancelote, que não corresponde a esse amor. 

Basicamente,  é o seguinte: Morgana é inteligente, sacerdotisa de Avalon, decidida como poucas mulheres de sua época o eram. Porem, fisicamente, não correspondia aos padrões estéticos .

Lancelote , chega a ter um affair com Morgana, mas é apaixonado por Gwenhwyfar,  mulher alta, loura, branca e esposa de Arthur.

Como todo ser humano na face da terra, Morgana sente por não ser correspondida, e muitas vezes associa essa rejeição à sua “falta de beleza”( apesar de não ser absoluta verdade, e isso é bem claro para quem conhece a história)

 

Então....

Beleza conta? Até que ponto? Como deixamos que isso afete a percepção que temos de nós mesmos e nossa auto-estima? Como, e  até quanto,  nos deixamos influenciar por essa idéia, ou pelo que pensa o outro em relação a isso?

O que define uma pessoa se apaixonar, ou simplesmente se sentir atraída, por outra?



Escrito por Carol às 20h27
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- Beleza, no fim das contas, importa? - ( continuação)

Nossa!!! Ai ai... Quantas coisas pra pensar...

 

Ai vão alguns entendimentos do nosso objeto de discussão, a beleza. Primeiro, a postulada pela mídia. O famoso padrão de beleza dos dias atuais: corpo magro, malhado, sem celulite, estria, cabelo arrumado,aquela lenga lenga que a gente já sabe bem. Segundo, os padrões de beleza bem definidos de cada grupo: a beleza patricinha/boyzinho, a beleza intelectual , cult, beleza dos descolados, dos esportistas, dos almofadinhas... Terceiro:beleza como aquilo que te atrai em outra pessoa, não sendo necessariamente a aparência: o jeito de falar, o estilo, a atitude (essa a mais usada pelas mulheres) ....

 

A beleza que coloco na parede é a beleza-aparência ( segunda opção acima,  principalmente)  .

Não vale a pena discutir a beleza dos padrões vinculados pela mídia, porque esses , diretamente e incisivamente , não influenciam muito as pessoas. Eles criam sim, um ideal imaginário, que vai tornando “a beleza” cada vez menos real, mas esse processo é lento. A beleza definida pelos grupos,  que significa a aceitação , influencia sim. E aceitação é uma grande pedra no sapato de nós seres humanos. 

 

Voltando à  Morgana e sua história com Lancelote , chego à conclusão de que : as pessoas se importam com a aparência sim, cada um ao seu modo, e mesmo que a gente não queira, isso influencia a nossa vida.

 

Nosso sentido mais aguçado é a visão, portanto é de se esperar que a aparência tenha a sua relevância.Até cachorro, que nem enxerga lá essas coisas, quando tosado se sente feio e fica triste (pode reparar...)...

Então, ser e estar bonito, na maneira pela qual entendemos, faz parte de como nos construímos enquanto homens e mulheres.

Porém sabemos também que, o que é visto, literalmente, nunca revela alguém como é .

Porque mais do que seres de “visão”, somos seres de  cultura, de inteligência, de relação, cognição, percepção. Ou seja, podemos usar aspectos muito mais interessantes e complexos para entender as pessoas ( e mesmo assim ainda há os que ignoram tudo isso...).

 

A vida e os relacionamentos também nos mostram que a aparência é uma tolice. ( Ou em última análise, todo mundo ia ficar sozinho se fosse levar ao pé da letra até mesmo os seus padrões de beleza)

Mas a pedra no sapato da aceitação, faz com que denhemos uma dimensão maior e distorcida da beleza-aparencia.

 

Queremos estar enquadrados em certos padrões comportamentais, nos quais a aparência faz parte. Então, se não estamos adequados, estamos também desconsiderados enquanto pessoas atraentes...

Entre outros motivos , também almejamos a perfeição, incluindo ai a aparência. Assim creditamos algumas derrotas amorosas à aparência...

 

Existem também algumas verdades: geralmente as mulheres se importam mais com a beleza-atitude , e muitas sofrem por não sentirem resposta em relação à isso nos homens, que no geral  dão mais importância à beleza-aparência...

 

É por isso que querendo ou não a beleza nos influencia.

 

Ela é um mito, um parâmetro, uma entidade, que permeia nossa vida e a vida da sociedade, mas por ser algo tão onipresente, sempre fica a incógnita de como afeta a vida do outro. E como o outro sempre afeta a nossa vida... Não deixamos, como Morgana,  de sofrer....



Escrito por Carol às 20h27
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Meu Deus...

Como eu gosto de dias nublados...

Escrito por Carol às 19h02
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- Três é Demais (Rushmore) - Caras excentricos e tudo mais....

Gostei mais do Wes Anderson  por Três é Demais( que eu assisti ontem)  do que por Os Excêntricos Tenembaums.  O filme é leve, menos pretensioso que “Os Exentricos”, muito engraçado, com um humor sutil, original e de alta qualidade. Isso graças, claro, à um roteiro que é também excepcional.

 

Max Fischer é um sujeito bacana. E muito excêntrico! Cara! Hehehe! Putz! Eu não consigo descrevê-lo...

 

Em cinema, é um dos personagens que mais me impressionou ultimamente ( apesar do filme ser de 98, mas eu assisti agora) , pois foge totalmente à qualquer definição. Max Fischer pode parecer, para quem o vê na capa do filme, um nerd, mas assistindo,  nerd não é exatamente o que ele é. Excêntrico é o que melhor o define. Suas atitudes, suas expressões, o seu caráter e sua história de vida são incomuns e muito próprios.

 

Joel de “Brilho Eterno”, com o qual me encantei muito,  foge um pouco dos padrões ( não um padrão de comportamento de pessoas comuns, afinal, todo mundo não é normal, mas sim de padrões “cinematográficos”, principalmente hollywoodianos) , mas não tanto por suas atitudes próprias. Sua excentricidade é revelada na relação com Clementine.

 

Comparando porcamente esses personagens, já que os filmes e os papéis dos personagens nos filmes são muito diferentes, usando como critério apenas a excentricidade, Max Fischer é muito especial, pois ele é verdadeiramente autêntico. Autêntico por ele próprio. E tem essência, personalidade,  não é um cara bizarro apenas pela bizarrice.

 

Não podemos esquecer de Bill Murray, cujo personagem Mr. Blume, também apresenta personalidade forte. As condições nas quais estabelece amizade com Max, sua maneira de agir quando se apaixona pela professora, e as brigas com seu amigo pelo amor dela, são impagáveis!

 

Ambos personagens, e isso por causa do roteiro, se apresentam de forma muito coesa ( e isso não implica que não tenham contradições ) ao longo do filme. Em 90 minutos de projeção você sente que já os conhecesse e entende o seu jeito de ser .

 

A  qualidade do humor desse filme está muito associada à esses personagens, às sua ironias e como elas se inserem na história ( que é ótima).

 

Um filme inteligente e divertido, mas que nem por isso te faz rolar de rir e nem batutar horas a fio sobre “questões essenciais da vida” .  Aí é que está o seu mérito. Corra pra ver!

 



Escrito por Carol às 21h36
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Como seria?

Então, como seria me apaixonar agora? Digo isso porque acho que já me apaixonei uma vez na vida. Mas o tempo passa, a gente muda, cresce e as relações também mudam com o passar do tempo... E fica uma pontinha de curiosidade, dessas curiosidades platônicas (sabe? aquelas que você só pensa como seria mas não se importa muito com a hora que isso vai acontecer) em como seria me apaixonar outra vez.

Se fala muito em paixão como algo avassalador, mas prá mim, essa música define bem como eu gostaria de me apaixonar.  Uma coisa mansa, muito natuaral, uma sensação de "aconchego no mundo" só de saber que a pessoa existe. Totalmente sem sentido, sem saber o porquê disso acontecer. 

Aliás, a música é motivo desse post. É só escutar que me vem esses devaneios na cabeça.

 

11. ONZE DIAS (Rodrigo Amarante)

Eu  descobri um mundo teu e ele é manso
Sem perceber tive paz e só me dei conta

Quando eu te vi e perguntei como é que vai você
"Tudo bem?"

Falta entender o que me faz pensar que só ela pode
T
er tanta paz pra me dar ninguém mais tem tanta paz
     
Eu te vi  e cheguei  pra falar
"Certinho?"



Escrito por Carol às 21h57
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PENSAR ENLOUQUECE. ESTUDAR ENLOUQUECE.



Escrito por Carol às 20h25
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